A farsa da ignorância diplomada
Num país que recebeu com choque a notícia da quebra de alunos que ingressam no ensino superior e que teima em se ver ao espelho com os olhos da complacência, onde os clichês ocos ecoam mais alto que a razão, urge revisitar o que julgamos saber sobre a educação. Aquilo que, no silêncio do nosso ofício, se desenrola entre paredes de sala de aula, precisa de ser validado, não por um mero capricho, mas pela necessidade de prestar contas a uma sociedade que, em última instância, nos sustenta e exige coerência. E é aqui que a balança da arbitragem se inclina, por vezes com um peso que nos incomoda, mas que é, no final de contas, inadiável. O sistema de ensino, com os seus objetivos grandiosos inscritos em programas, é uma teia de intenções. A partir dessa generalidade, cada mestre, no seu atelier pedagógico, molda metas mais específicas. E cada estudante, esse caminheiro singular, traça o seu percurso. O que importa, no fim de contas, não é a diversidade dos trilhos, mas a chegada...