A Supremacia Intelectual da Esquerda. Contradições e Intolerância!

 



Cada vez mais é percetível que a chamada supremacia intelectual da esquerda vai-se revelando como uma contradição em si mesma. A grande parte dos autoproclamados defensores da tolerância e o diálogo, acabam por demonstrar-se intolerantes sempre que confrontados com ideias que divergem das que defendem. Este paradoxo é visível em variadíssimas dimensões do debate público atual.


Sempre que confrontados com opiniões contrárias, é comum observarmos não uma contra-argumento, mas sim ataques pessoais que visam, apenas e só, tentar desqualificar o interlocutor. Portanto, um debate que deveria ser centrado em ideias, acaba por se transformar numa tentativa de silenciar através da tentativa de deslegitimar oponente. Ora, não é difícil perceber que esta prática esbarra no argumento de diálogo aberto e a tolerância que costuma estar no centro do discurso progressista.


Um dos caos paradigmáticos desta situação é o caso da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Antes de ter ganho as eleições, foi frequentemente descrita como sendo de “extrema direita” pelos diversos media europeus. Três anos depois, os resultados da sua governação têm mostrado uma história bem diferente, que nenhum destes órgãos de comunicação social quer contar. Desde a sua eleição em 2022, os indicadores económicos da Itália têm apresentado melhorias significativas.


Nada melhor que os factos para argumentar. Em 2023, a economia italiana cresceu perto de 1%, mais precisamente 0,9%, superando as expectativas iniciais. No que toca ao desemprego, os dados indicam que houve uma diminuição para 7,2%, no início de 2024 o que significa o resultado mais baixo em mais de uma década. Relativamente à dívida pública, embora ainda seja considerada alta, começou, finalmente, a estabilizar em relação ao PIB, conseguindo romper com um crescimento que vinha sendo continuo.

A reforma fiscal implementada pelo governo liderado por Meloni resultou num encaixe fiscal de 22,5 bilhões de euros sem aumentar as taxas percentuais dos impostos existentes.


Do outro lado do oceano Atlântico, na Argentina, o presidente Javier Milei, que durante a campanha foi sempre sendo associado à extrema direita, ao radicalismo, e até acusado de ser, em si, um atentado à democracia. Tudo isto corroborado e amplificado por uma campanha dos media, lá e cá, para evitar a sua vitória.


Atualmente fala-se do “milagre” Milei. O governo liderado por Milei tem conseguido resultados notáveis, sobretudo, se tivermos em conta que herdou do “peronismo” uma inflação superior a 200%. Em pouco tempo o seu governo conseguiu reduzir a taxa mensal de inflação.


Os dados de março de 2024 registaram o primeiro superavit fiscal primário em mais de uma década, algo que, segundo os especialistas e analistas, era impossível de alcançar em tão curto espaço de tempo.


O indicador de risco, crucial para investimentos estrangeiros, caiu, logo nos primeiros meses, de mais de 2.600 pontos para cerca de 1.400 pontos.


A moeda argentina, o peso, finalmente estabilizou após décadas de desvalorização contínua. Segundo as análises externas e internas aos atuais dados, a Argentina poderá voltar ao crescimento económico sustentável ainda no ano de 2025, rompendo assim com décadas de estagnação e crises cíclicas no período do “peronismo”.


Sobre estes resultados positivos, de dois governos que foram vilipendiados quando foram eleitos, tendo havido, inclusive, alertas sobre supostos riscos à democracia e aos direitos sociais, nada de cobertura mediática. Ninguém se questiona?

Porque é que quando os dados são positivos e as melhorias na gestão pública são tão evidentes raramente ganham o mesmo destaque. Quem ganha, e o quê, com isso?


Este tratamento dado pelos media é revelador de uma tendência preocupante: a narrativa ideológica prevalece sobre os factos, sempre que estes não se alinham com certas expectativas ideológicas.


Esta tendência acaba por criar, intencionalmente, creio eu, uma bolha informativa onde o sucesso dos governos considerados de direita, ou seja, não alinhados, é sistematicamente minimizado ou ignorado, assim como os eleitores.


Este modus operandi, que seleciona informação de forma a doutrinar as massas através dos media, só reforça a polarização e dificulta a possibilidade de um debate baseado em dados e evidências. Uma verdadeira tolerância intelectual exige uma disposição sincera para ser capaz de reconhecer méritos e/ou falhas, independentemente, do espectro político. Algo cada vez mais raro no atual cenário de tribalismo ideológico.

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