A asfixia fiscal como motor do empobrecimento nacional
Portugal converteu-se num país hostil ao talento, ao mérito e à fixação de capital humano. Sob o pretexto da justiça social e da redistribuição, sucessivos governos desenharam um modelo económico assente numa predação fiscal sem precedentes sobre os rendimentos do trabalho. O resultado está à vista de todos. Uma nação economicamente estagnada, onde a classe média qualificada foi virtualmente dizimada e os jovens mais promissores são empurrados para o aeroporto. Os dados expõem uma realidade avassaladora que destrói a narrativa oficial de progresso. Quando analisamos o percurso dos quadros qualificados nas últimas duas décadas, o cenário é de absoluta regressão. Um trabalhador qualificado em 2026 afunda-se numa erosão financeira que o coloca numa posição substancialmente pior do que a da geração que o antecedeu. Estamos perante um verdadeiro declínio salarial entre gerações, onde estudar, especializar-se e trabalhar arduamente em Portugal deixou de ser uma garantia de prosperidade...