O Dinheiro do Estado É Nosso
Existe uma ilusão confortável que atravessa décadas de discurso político, a ilusão de que o Estado é uma entidade generosa, capaz de investir, subsidiar, apoiar e distribuir riqueza como se dispusesse de recursos próprios, nascidos do nada ou gerados pela simples virtude de governar. Esta ilusão é politicamente conveniente, mas economicamente desonesta. A verdade é mais simples e mais exigente. O Estado não tem um único euro que não lhe tenha sido entregue, voluntária ou coercivamente, pelos cidadãos que trabalham, produzem e poupam. Quando um governo anuncia que "vai investir mil milhões em habitação" ou que "subsidiou o setor agrícola com duzentos milhões", está a fazer uma afirmação que omite a parte essencial da frase. Vai fazê-lo com dinheiro que primeiro “retirou” de quem trabalha. Esta não é uma posição ideológica de direita ou de esquerda. É uma questão de honestidade aritmética. Luís XIV de França, o Rei Sol, terá dito a famosa frase "L'État, c...