A aura que se desgasta: uma Carta Aberta a Fernando Alexandre
Há um ano e meio, Fernando Alexandre entrou para a pasta da Educação com algo que poucos ministros trazem consigo: crédito. Não apenas político, crédito profissional, humano, quase afetivo, da parte de uma classe docente historicamente desconfiada de quem chega de fora do sistema. Um economista, professor universitário, que reconheceu o tempo de serviço negado aos professores durante anos de congelamento, que falou da profissão como precisando de ser “mais justa, mais transparente e valorizada”, que teve a coragem de pegar numa reforma do Ministério da Educação que toda a gente dizia ser necessária e ninguém tinha estômago para fazer. Essa aura existiu. E existiu, sobretudo, transversalmente, da direita à esquerda, dos sindicatos mais reformistas aos mais combativos. Não é pouco, num país onde a Educação costuma ser campo de batalha permanente. Este texto não pretende, por isso, juntar-se ao coro fácil de quem critica por criticar. O caminho que Fernando Alexandre escolheu, mexer...