O suicídio assistido da democracia e o silêncio dos cúmplices
É absolutamente incompreensível e roça o delírio coletivo que a classe política continue a assobiar para o lado perante o elefante que ocupa a sala de estar da democracia portuguesa pois não existe um único deputado ou governante que desconheça a fraude a céu aberto que se passeia nas nossas estradas e vive nos nossos bairros mas escolhem o silêncio como estratégia de sobrevivência. O retrato que a Pordata nos devolve é o de uma nação esquizofrénica que decidiu institucionalizar a mentira como método de gestão económica e social ao criar um sistema fiscal que funciona como uma máquina de triturar a classe média transparente enquanto serve de guarda-costas a uma elite que domina a arte do ocultismo contabilístico. A perversidade começa na própria estrutura do trabalho e do conhecimento uma vez que criámos um paradoxo europeu único onde quem sabe mais obedece a quem sabe menos e temos hoje uma força laboral onde mais de um terço dos trabalhadores possui ensino superior e injeta no mercad...