O argumento que a esquerda não quer ouvir
Não há mais dúvidas. Há pelo menos três grandes líderes mundiais que começam a fazer história, mesmo contra todas as narrativas e preconceitos ideológicos que têm dominado boa parte das redações dos media ocidentais.
Enquanto comentadores de esquerda se apresentam a comentar cada resultado, cada vitória, nervosamente, três líderes mundiais estão a fazer algo impensável. Estão a ter sucesso. Javier Milei na Argentina, Donald Trump nos Estados Unidos e Giorgia Meloni na Itália. Engane-se quem pensa que são apenas três governantes conservadores, são, isso sim, três pedradas no charco contra décadas de ortodoxia progressista. E isso, para quem controla boa parte da comunicação social, tem sido um problema existencial.
Contra todas as previsões nas sondagens e contrariando a maioria dos comentadores mundiais, na Argentina, um país que parecia condenado a repetir eternamente o mesmo ciclo de populismo, inflação galopante e miséria voltou a vencer Milei. Havia assumido o poder em dezembro de 2023, herdando uma autêntica catástrofe do período peronista. Inflação de 276% anual, mais de metade da população na pobreza e um défice fiscal que consumia 15% do PIB. Já na época, as previsões eram sombrias. Os especialistas, sempre eles , garantiam que as tais políticas de "austeridade radical" só iam piorar a situação.
Mas, para quem estava menos atento, aconteceu algo inesperado. A realidade recusou-se a colaborar com as previsões.
Em menos de dois anos, Milei baixou a inflação para 34% anual, reduziu a pobreza para 31,6% no primeiro semestre de 2025, bem abaixo dos 41,7% que encontrou quando chegou, e transformou um défice crónico no primeiro superavit orçamental em 14 anos. A Argentina tornou-se o país de maior crescimento na América do Sul, com projeções de 4,6% em 2025 e 6,3% no segundo trimestre. É obra de que não se fala!
Além disso, cortou 30% da despesa pública. Eliminou ministérios inúteis. Acabou com subsídios que perpetuavam dependência do Estado e, horror dos horrores para os comentadores de serviço, equilibrou as contas. O investimento cresceu 32% no segundo trimestre de 2025 e a economia começou finalmente a respirar.
Mas esta história raramente aparece nos noticiários progressistas e, quando aparece, vem carregada de ressalvas sobre "custos sociais" e "impacto nos mais vulneráveis". Bastante curiosa essa interpretação! Os que agora denunciam esses custos eram os que aplaudiam quando a inflação de 300% destruía o poder de compra dos argentinos mais pobres. Mas isso, aparentemente, não parecia contar.
Ainda no mesmo lado do Atlântico, nos Estados Unidos, a narrativa contorce-se ainda mais. Donald Trump que é sempre apresentado como uma ameaça existencial à democracia, à economia, ao clima, à civilização ocidental, continua a mostrar números, teimosos, que contam outra história.
No segundo trimestre de 2025, a economia americana cresceu 3,8% , apenas e só o ritmo mais forte desde o terceiro trimestre de 2023. Sabia disto?
Outro exemplo é p mercado de ações que bateu recordes sucessivos, com o S&P 500 a subir 36% em pouco mais de seis meses. Até outubro de 2025, a economia tinha criado 671.000 empregos líquidos desde janeiro, com quatro meses consecutivos acima das expectativas.
A confiança das pequenas empresas atingiu o nível mais alto em quase uma década. As vendas de novas casas dispararam em agosto para máximos de três anos. O investimento em equipamentos cresceu 8,5%, o consumo privado expandiu-se solidamente. Não me diga que não sabia disto! Já se perguntou porquê?
Sim, houve alguma volatilidade por causa das tarifas. Sim, houve críticas à política comercial, mas aqui está o que ninguém quer admitir, a estratégia funcionou e continua a funcionar. As empresas comprometeram-se com mais de 7,6 mil bilhões de dólares em investimentos nos Estados Unidos. O Tesouro americano recolheu quase 90 mil milhões em receitas tarifárias desde janeiro de 2025.
E, mesmo perante estes dados, a maior parte da cobertura mediática insiste em apresentar Trump como um desastre económico iminente. Ninguém se questiona qual a razão pela qual foi eleito?
A conclusão não é minha, é de um estudo da Pew Research que revelou que 62% da cobertura durante os primeiros 60 dias da presidência de Trump foi negativa, comparada com apenas 20% para Obama no mesmo período. Os media a levarem ao colo os esquerdistas por esse mundo fora não é acaso. É um padrão.
Passando para o lado de cá do Atlântico, temos a Giorgia Meloni. A primeira-ministra italiana que foi apresentada pelos media europeus como sendo uma catástrofe fascista, acabou por se tornar na líder mais popular do G7, com 54% de aprovação, um número que os seus colegas só podem sonhar alcançar.
Para mal dos pecados de quem a vilipendiou, Meloni lidera agora o terceiro governo mais longo da história republicana italiana desde 1946. É um feito notável num país famoso pela sua instabilidade política crónica. Conseguiu isso com resultados económicos invejáveis. Em apenas três anos, reduziu o défice público italiano de 7,2% para 3,0% do PIB, ganhou um upgrade da agência Fitch, viu os rendimentos da dívida italiana a 10 anos caírem para níveis comparáveis aos de França.
O desemprego caiu de 8% para 6%. A Itália registou o seu primeiro superavit orçamental sustentado em anos.
Embora o crescimento seja modesto, 0,7% em 2024 e projeções de 0,6% a 0,9% para 2025-2026, a Itália evitou a recessão e manteve-se estável enquanto a Europa enfrentava ventos contrários significativos. Para além disso, Meloni tornou-se uma mediadora respeitada, liderou a presidência do G7, fortaleceu alianças transatlânticas e posicionou a Itália como ponte entre Europa, África e Médio Oriente.
A estabilidade política que proporcionou, depois de décadas de governos que caíam a cada ano e meio, é, por si só, uma conquista monumental. Qualquer país europeu invejaria isto agora. Sabia disto? Acredito que não, não interessa passar os marcos positivos alcançados por estes maquiavélicos fascistas, populistas e perigosos líderes!
Três países. Três líderes rotulados como "extrema-direita", "populistas", "perigosos". Três histórias de sucesso que contradizem frontalmente a narrativa dominante, a "extrema-direita", "populista” é um perigo para a democracia e para os cidadãos.
Coincidência?
Não é que estes governos sejam perfeitos. Não o são. Têm problemas, contradições, falhas. Mas o ponto aqui é outro: têm resultados. Resultados mensuráveis, verificáveis, inegáveis. E é precisamente por isso que incomodam tanto.
A esquerda mediática anda há décadas a “vender” a narrativa de que apenas os seus modelos funcionam. Como o Estado deve crescer, a despesa aumentar, os impostos subir. Como a austeridade é sempre cruel, o mercado sempre selvagem, a liberdade económica sempre perigosa. E agora, perante evidências concretas de que há outros caminhos possíveis, qual é a reação? Silêncio seletivo ou cobertura enviesada. O mesmo silêncio que preenche a resposta à pergunta: “Diga um país com modelo político de esquerda que tenha crescimentos económico e social”.
A verdade inconveniente é esta: se Milei, Trump e Meloni fossem de esquerda e apresentassem os mesmos resultados, estariam nas capas como heróis modernos. Haveria documentários celebratórios, análises aprofundadas, prémios Pulitzer distribuídos generosamente, como não são de esquerda, os seus sucessos são minimizados, contextualizados até à insignificância, ou simplesmente ignorados.
Na Argentina, o foco vai para protestos isolados. Nos Estados Unidos, o foco é a bolha social prestes a rebentar. Em Itália, o foco vai para a pseudo "ameaça à democracia".
Os cidadãos merecem melhor. Merecem saber que existem alternativas aos modelos que falharam repetidamente. Merecem ver evidências completas antes de formarem opinião. Merecem jornalistas que procuram verdade, não confirmação das suas próprias convicções.
Milei recolocou a Argentina no mapa como economia de crescimento mais rápido da América do Sul. Trump está a presidir sobre uma economia americana que cresce acima das expectativas e mercados em máximos históricos. Meloni deu à Itália algo que o país quase esqueceu, estabilidade e credibilidade internacional.
As pessoas já repararam. E é por isso que a confiança nos meios tradicionais está em mínimos históricos.
Quando a realidade contradiz sistematicamente a narrativa, eventualmente é a narrativa que perde credibilidade. Não a realidade.

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