Da escola do Estado à escola dos Professores
Por décadas aceitámos, quase com uma resignação fatalista, um sistema em que o Ministério manda em tudo, as direções cumprem o possível e os professores funcionam como mera mão de obra qualificada, mas sem qualquer peso político. É uma realidade que tenho denunciado. Portugal mantém uma das menores taxas de decisões locais na Europa, o que trava qualquer mudança séria na Escola Pública. Ou fingimos reformar por decretos intermináveis, num modus operandi que já conhecemos bem, ou transferimos poder real para quem está nas escolas, com contratos claros e escrutínio público. A lógica de quem conhece o quotidiano escolar diz-nos que um agrupamento poderia ser assumido por um coletivo de professores organizado como entidade sem fins lucrativos. Esse grupo celebraria um contrato de comodato com o Estado e a autarquia para usar edifícios e recursos por períodos de cinco ou sete anos. As lideranças sairiam de eleições abertas à comunidade, com programas pedagógicos e de gestão concretos, onde ...